Famato – “Por dentro da política agrícola brasileira”

Informativo Famato: “Todo produtor rural pode contratar crédito para investimento e/ou custeio de sua produção agrícola. O valor liberado todos os anos pelo Governo Federal através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) é um dos pilares da política grícola brasileira, criada em 1965 com o objetivo de incentivar a produção agropecuária. Outros dois instrumentos formam esta tríplice aliança: o seguro rural e o Apoio à Comercialização e Garantia de Preço (PGPM).

O assunto foi discutido durante módulo da Academia de Liderança 2014, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e que também contou com palestras sobre os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), sobre o funcionamento do Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público do Estado, da assessoria de assuntos governamentais da Famato.

Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da Famato, Nelson Piccoli, os produtores rurais precisam conhecer a fundo a política agrícola no país. “O produtor sabe que tem à disposição o crédito, os leilões de Pepro e o seguro rural, mas a grande maioria não entende muito bem como esses instrumentos funcionam e qual a sua importância para o desenvolvimento do setor”, pontua Piccoli.

Vale lembrar que neste ano, o recurso do PAP disponibilizado aos produtores rurais foi de R$ 156 bilhões, sendo R$ 112 bilhões para custeio e R$ 44 bilhões para investimentos. O volume é 14,7% superior em relação ao ciclo 2013/2014, quando foram disponibilizados R$ 136 bilhões.

O Apoio à Comercialização e Garantia de Preço (PGPM) tem o papel de garantir o preço mínimo dos produtos agrícolas. As linhas do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), servem para auxiliar a comercialização dos produtos agrícolas quando os preços no mercado caem abaixo do preço mínimo.

Já o seguro rural, que atende 82 mil produtores rurais no país com orçamento de R$ 700 milhões, é o mais novo item da política agrícola e ainda precisa de investimentos e adequações.

Para o futuro o principal desafio é iniciar uma transição da política de garantia de preço mínimo para uma política mais forte de seguro rural, em que antes de plantar o produtor já tenha uma garantia que se caso ele não consiga colher ou os preços caírem demais ele possa acionar este seguro e ter efetivamente uma renda para conseguir quitar seus débitos.

Outro desafio é atrair novos bancos para disponibilizar crédito aos produtores e fundos de investimentos para fomentar os títulos do agronegócio. Com isso um investidor da cidade poderá investir direto em um produtor rural. ”

Fonte: Ascom Famato

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