Embrapa apresenta normas do CAR a serem implantadas na pecuária no Pantanal

Pesquisadores da Embrapa Pantanal apresentaram para pecuaristas de Mato Grosso as normas para a regulamentação e implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Pantanal. As normas estão, hoje, em processo de discussão no Mato Grosso do Sul e tem entre seus objetivos definir como será a utilização deste bioma.

Representantes da Embrapa Pantanal estiveram nesta semana reunidos com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) para apresentar as normas nesta semana. Segundo a Acrimat, as diretrizes apresentadas fazem parte de uma nota técnica. A intenção é definir como o bioma do Pantanal poderá ser utilizado, estabelecendo desta forma limites para a substituição da vegetação nativa por pastagens cultivadas.

Para o presidente da Acrimat, José João Bernardes, a definição de regras trará aos pecuaristas mais segurança jurídica, uma vez que o novo Código Florestal não traz detalhes quanto ao tema.

O Pantanal é definido como Área de Uso Restrito pelo artigo 10 do novo Código Florestal, relata o pesquisador da Embrapa Pantanal, Walfrido Moraes Tomas, ou seja, o seu uso deve ser de forma ecologicamente sustentável. “A nota técnica visa viabilizar essa regra que provocou estranhamento e uma certa dificuldade de entendimento por parte do público não especializado”, pontua o pesquisador.

Segundo a pesquisa feita pela Embrapa Pantanal, chegou-se a conclusão de valores permitidos para a substituição de área de vegetação nativa por pastagens cultivadas de 35% dos cerrados, 36% das florestas, 45% dos campos não inundáveis, 45% dos campos inundáveis. A Embrapa Pantanal ressalta ainda que o percentual pode variar de propriedade para propriedade conforme o tipo de vegetação que ela possuir.

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