Crianças

“Então Faraó disse: …se eu permitir que vocês saiam e levem junto as crianças. Vejam, vocês têm más intenções.  Mas não é assim que vai ser.  Vão somente vocês, os homens…”
Ex 10:10-11

Existe uma guerra pelas crianças. Há mais de três mil anos o Faraó deixava claro a disputa entre a família e o Estado pelas crianças. Nada mudou e hoje o Governo cada vez mais é um sistema paralelo de seguridade social que rompe a natural ligação entre gerações de uma família, deixando o Estado como um novo ponto de lealdade primária.

Compare estas duas histórias.

Em Cincinnati, Ohio, duas mães resolveram agradecer ao Hospital da cidade pelo pronto atendimento cirúrgico que salvou uma das filhas da foto. E a maneira que encontraram é colocando os filhos e filhas para venderem limonada em uma campanha de arrecadação para a ala de pediatria do Hospital.

Já no Brasil, principalmente pela pressão da educação estatal, o trabalho em grande parte desapareceu da infância e adolescência moderna. Como resultado, muitos de nossos filhos estão chegando tarde na arena de serviço criativo e tudo o que o trabalho proporciona: dignidade, significado, liberdade, virtude,  criatividade e  caráter.

É ensinado de maneira distorcida que o trabalho é apenas uma “obrigação necessária da vida adulta”, algo como um presente muito perigoso para as crianças. Como muitos ainda acreditam que os agentes do Estado sabem julgar melhor o uso do tempo de nossas crianças e da família, no Brasil, o Ministério Público do Trabalho proibiu a distribuição de um folheto intitulado “Cada Dia”. O folheto era uma defesa da família, a principal instituição responsável pela educação de nossas crianças.

Já é demonstrado que o melhor é começar a ensinar finanças às crianças ainda jovens. De acordo com um estudo da Universidade de Cambridge, os comportamentos financeiros básicos são formados aos sete anos de idade.

O nosso Ministério Público precisa entender que os pais são mais importantes do que chefes de Estado para as suas crianças, pois representam o autogoverno da geração futura. Afinal, ninguém melhor do que um pai para saber o que é bom para o seu filho.

Detalhe: até o momento, com o uso das redes sociais, os jovens pimpolhos já arrecadaram mais de 125 mil dólares (ou cerca de meio milhão de reais). Ah, e sem a interferência de ninguém do Estado!

Antônio Cabrera – veterinário e produtor rural.

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